Novo Golf Variant à venda em Portugal

DB2009AU00931Antecipada em primeira-mão aqui no CAR BLOG, a carrinha Golf chega agora ao nosso mercado. Infelizmente não poderemos oferecer-vos o ensaio do modelo devido à intransigência do importador nacional, mas aqui ficam para todos os nossos leitores os principais destaques desta nova gama que promete agitar o mercado, como o tem feito a versão berlina.

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Duas gerações do passado da VW Golf Variant

A base é a mesma da anterior geração, apenas mudando a frente, agora igual a toda a gama Golf que compreende as versões berlina de 3 e 5 portas e também o Golf Plus. Para ajudar os nossos leitores a perceber como é a carrinha Golf, reproduzimos a seguir o ensaio feito ao Golf TDi 105 CV, o último feito pelo CAR BLOG antes de termos sido “banidos” da lista de órgãos de comunicação social.

Para já, o que interessa saber é que o novo modelo está declinado em várias versões. A gasolina estão disponíveis as variantes 1.4 TSI a gasolina (122 CV, caixa de 6 vel.) com um preço de 24 134 euros para o Trendline (25.581 euros para o Confortline) e a 1.4 TSI (122 CV, caixa DSG 7 vel.) por 25.721 euros para o Trendline (27.175 euros para o Confortline). No lado dos diesel encontramos o novo motor 1.6 TDI (105 CV, caixa de 6 vel.) que começa nos 26.175 euros da versão Trendline, terminando nos 28.377 euros do Highline, passando pelos 27.630 euros do Confortline. Com caixa DSG, as mesmas versões com motor 1.6 TDI custam, respectivamente, 28.317, 29.772 e 30,573 euros. O motor mais potente é o 2.0 TDi com 140 CV e caixas de 6 vel e DSG de 7 vel.. Os preços oscilam entre os 34287 e 35.772 euros das versões Confortline e os 35.034 e os 36.573 euros das variantes Highline.

 

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VW Golf 2.0 TDI – Provavelmente, o melhor familiar

É verdade que o Golf mudou muito pouco, mas também é verdade que a cada geração o Golf fica melhor e esta sexta edição parece que alcançou um patamar que o deixa mais longe dos rivais sendo provavelmente o melhor familiar actualmente no mercado.

Começa a ser tradição o Golf evoluir na continuidade e nesta sexta geração a receita seguida foi exactamente a mesma: retocar o sucesso. Por isso mesmo o exterior é muito semelhante – volumetria, estilo e arrumação interior – com diferenças aqui e ali. As mais visíveis estão na frente “á lá Scirocco” e na traseira com farolins muito semelhantes aos do Touareg. E pronto, de diferenças estamos conversados.

Razões para este conservadorismo radicam na vontade de fidelizar os clientes que se foram colando à marca através do Golf que nunca foi um primado de estilo. Inexplicável? Talvez, mas a verdade é que funciona e a VW não se preocupa nada com isso.

Imparável tem sido a subida na qualidade e no conteúdo tecnológico desde a primeira geração e neste sexto andamento o Golf abandona finalmente os motores injector-bomba, está ainda mais bem equipado e com alargadas preocupações ambientais e baixos consumos. É o caso deste Golf TDi na versão de 110 CV.

IMG_4021Qualidade superior

Envolvendo num olhar o Golf percebemos que a qualidade de construção aumentou, com todos os painéis bem ajustados. A isso não será alheio o aumento da rigidez torsional e o desenho um pouco mais compacto que permitiu reforçar alguns pontos antes vulneráveis. Onde o Golf também melhorou foi na aerodinâmica com um coeficiente de resistência ao avanço reduzido e um Cx de apenas 0.29. Situação que melhora os consumos e as prestações.

Se olharmos para o interior, reforçamos a ideia geral de maior qualidade deste Golf.

O tablier é inspirado no Eos recebendo alguns elementos presentes no Passat CC, nomeadamente o volante igualzinho, dando-lhe assim uma dimensão superior. Os materiais têm uma boa qualidade bem como a montagem e a insonorização melhorou bastante, ajudada também pelo motor muito mais silencioso.

Surpreendentemente, a habitabilidade do Golf manteve-se apesar de várias quotas terem sido alteradas, justificando-se este resultado pela teoria da compensação. E acreditem que é verdade pois andámos com a fita métrica na mão a medir o interior do Golf. Onde não há novidades e o Golf não ultrapassa a mediania é na capacidade da mala, escassos 350 litros.

A posição de condução é óptima e como o interior do Golf permanece praticamente imutável há décadas, sentimo-nos em casa dentro da sexta geração do familiar da VW. Tudo está à mão e facilmente chegamos onde desejamos.

O equipamento também é muito bom, embora possa melhorar com alguns extras como o tecto de abrir ou o sistema de navegação, elementos que encarecem o preço final em cerca de 2.700 euros.

Mecânica interessante, óptimo comportamento

Como referimos, este Golf conta com o bloco 2.0 TDi com “common rail” numa versão económica de 110 CV. A verdade é que acoplado a uma caixa de cinco velocidades escalonada para favorecer os consumos, mas este motor é mesmo poupadinho. Os valores anunciados são impossíveis de alcançar (4,5 litros) mas não foi nada difícil registar cifras de 5,3 litros de gasóleo gastos por cada 100 quilómetros. E tudo isto com emissões de apenas 119 gramas de CO2 por cada quilómetro que permitem benesses a nível fiscal.

Poderá já estar a pensar que a dinâmica fica comprometida com tanta defesa do ambiente e economia. É verdade que o Golf TDi 110 CV não é nenhum desportivo, nem esse é o seu objectivo, mas com esta potência e uma caixa de velocidades com um escalonamento económico (três primeiras marchas curtas, as duas últimas longas) o Golf chega próximo dos 200 km/h e alcança os 100 km/h em apenas 10,7 segundos.

Quanto ao comportamento, o esquema de suspensões independentes nos dois eixos (multibraços atrás) e a rigidez do chassis permitem que o Golf curve muito depressa e sempre com uma boa dose de segurança E isto sem recorrer ao sistema de amortecimento variável (DCC) que eleva ainda mais o nível do comportamento.

O ESP é presença indispensável, embora se possa desligar e em termos de segurança há airbags para todos e ainda para os joelhos do condutor. Os travões também ajudam à sensação de segurança, com grande potência e resistência à fadiga.

Contas feitas, este novo Golf é uma boa evolução da anterior geração, mesmo não parecendo e com um preço base inferior a 25 mil euros (a versão ensaiada vai pouco além dos 26 mil euros com um nível de equipamento muito interessante) o Golf TDi de 110 CV é um automóvel apetecível e que na nossa opinião será provavelmente o melhor do segmento. E para tornar as coisas ainda mais interessantes, o novo motor 1.6 TDI com 105 CV parece que promete bastante. Infelizmente, não o sabemos pois o CAR BLOG não tem acesso aos modelos do grupo VW importados pela SIVA.

Características técnicas

Motor – 4 cil. 16V; 1968 c.c.; “common rail” c/turbo de geometria variável; Potência (CV/rpm) – 110/4200; Binário (Nm/rpm) – 250/1500-2500; Transmissão – Dianteira, caixa manual 5 vel.; Suspensão (fr./tr.) – Independente, McPherson/Independente, multibraços; Travões (fr./tr.) – Discos vent./Discos; Comp./Larg./Alt. (mm) – 4199/1779/1479; Dist. entre eixos (mm) – 2578; Capacidade da mala (lt) – 350; Peso (kg) – 1266; Velocidade Máxima (km/h) – 194; Acel. 0-100 km/h (s) – 10,7; Consumo médio (l/100 km) – 4,5; Emissões CO2 (gr/km) – 119 (Categoria B); Preço – 24.194 Euros

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