Mini Clubman John Cooper Works – Carrinha para as corridas

IMG_7349Dizer que a Mini Clubman é uma carrinha é optimista, dizer que a versão John Cooper Works tem pretensões familiares, é um verdadeiro exagero, pois esta carrinha é desportiva e está quase pronta para as corridas.

A qualidade do comportamento do Mini é reconhecido por todos e a versão Clubman não beliscou nada dessa qualidade, permitindo mesmo uma maior tranquilidade do eixo traseiro devido ao ligeiro aumento da distância entre eixos. Transformação que tinha como objectivo oferecer um pouco mais de espaço para quem viaja no banco traseiro reconhecendo que no Mini arrumar as pernas era tarefa quase impossível. E já agora, mais um pouco de bagageira.

Fica o delicioso pormenor de uma terceira porta lateral (apenas no lado oposto do condutor) que abre ao contrário do sentido da marcha facilitando o acesso e das portas traseiras minúsculas que abrem como sucedia com a Mini Ima. Lembram-se? Alguns de vós não, mas eu ainda me lembro….

Falta dizer que o habitáculo está construído com qualidade e o estilo é muito atraente, com o enorme velocímetro a dominar, relegando o conta-rotações para o topo da coluna de direcção e os deliciosos interruptores alojados no tejadilho e na consola central.

Mecânica explosiva

Ainda antes de falar da mecânica e da condução dizer que a posição de condução é muito boa, graças à regulação de banco e volante em diversas direcções e ao posicionamento daquele último. Não há muito conforto disponível, pois os bancos são a dar para o durinho e as suspensões, obviamente duras.

O bloco tetracilindrico de 1.6 litros equipado com turbocompressor e injecção directa, intercooler e mais algumas coisas, como o sistema “Sport” – comandado por um botão instalado na base da alavanca da caixa de velocidades – que altera a rapidez de resposta do acelerador e reduz a assistência da direcção, tornando-a mais dura e conferindo maior sensibilidade ao condutor.

Tudo isto traduz-se em 211 CV (qualquer coisa como 132 CV/litro) uma potência extraordinária que é complementada por um binário de 260 Nm (280 Nm com “overboost”) entre as 1860 e as 5600 rpm. Acoplado a uma caixa de seis velocidades muito bem escalonadas, este motor mostra-se um verdadeiro leão. Agora, como é que a BMW, perdão, a Mini chegou a este rendimento? Junta-se um novo escape, uma mexida na admissão, menos relação de compressão e mais pressão no turbo. Obviamente que a central de comando do motor foi alterada, o cruzamento das válvulas foi mexido e finalizamos com os apoios do motor renovados.

O chassis é muito bom, mas para tanta potência recebeu algumas modificações: suspensão mais firme que reduz a altura ao solo em 10 mm, amortecedores mais duros e barras estabilizadoras mais grossas. A travagem também recebeu algumas alterações com maiores maxilas e circuito reforçado.

Tudo isto oferece-nos descargas de adrenalina violentas que quando desligamos o controlo de estabilidade aumentam ainda mais de intensidade. O chassis aguenta tudo e a Mini Clubman John Cooper Works agarra-se à estrada de uma forma impressionante assegurando passagens em curva verdadeiramente alucinantes.

Os limites estão onde acaba a aderência dos enormes pneus e nas leis da física que é fácil desafiar ao volante deste Mini Clubman John Cooper Works. Obviamente que tudo isto tem um preço, em gasolina e em euros. No primeiro caso, se a média ponderada até nem é muito elevada (anda pelos 8 litros), quando puxamos pela potência e encaramos uma estrada sinuosa que nos leva a aumentar o ritmo, passamos a falar de dois dígitos com cifras em redor dos 12 litros por cada 100 quilómetros.

No segundo caso, para ter uma Mini Clubman John Cooper Works é preciso desembolsar 35.950 euros. Caro não é? Pois, mas se quiser uma igual à que serviu para este ensaio, então prepare qualquer coisa como 43 mil euros. Afinal o prazer tem um custo e ter um Mini é giro, mas não é mesmo para todos…

Características técnicas

Motor – 4 cil. 16V; 1598 c.c.; injecção directa c/turbo e intercooler; Potência (CV/rpm) – 211/6000; Binário (Nm/rpm) – 260/1850-5600; Transmissão – Dianteira, caixa manual 6 vel.; Suspensão (fr./tr.) – Independente, McPherson/Eixo multibraços; Travões (fr./tr.) – Discos vent./Discos; Comp./Larg./Alt. (mm) – 3958/1683/1432; Dist. entre eixos (mm) – 2547; Capacidade da mala (lt) – 260/930; Peso (kg) – 1280; Velocidade Máxima (km/h) – 238; Acel. 0-100 km/h (s) – 7,2; Consumo médio (l/100 km) – 7,0; Emissões CO2 (gr/km) – 167 (Categoria D)

Preço 35.950 euros

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