“Quo vadis” Mundial de Ralis?

Esgotada a fórmula WRC para provas e carros, o Campeonato Mundial de Ralis terá de palmilhar nova vereda. Os ralis actuais são todos iguais, o esquema começa a cansar e a ideia de nivelar a contenda com a ordem de passagem a ser ditada pelos líderes de cada etapa tem resultado em… nada. Os parques de assistência começam a fenecer com o público a afastar-se e apenas o fervor de alguns espectadores em certos locais – como Portugal e Argentina – ainda permite imagens com muita gente à beira da estrada.

Os carros actuais já não dão o espectaculo de outrora, sendo fáceis de pilotar e tão eficazes que não é necessário ter dotes especiais para conseguir bosn resultados. Ainda por cima a Citroën arranjou um extraterrestre para guiar os seus C4, o que ainda tornou pior o estado do campeonato.

A competição está comatosa por isso precisa de uma terapia de choque para recuperar. Veja-se o exemplo do IRC, vibrante de emoção, público e até transmissões televisivas para fazer chegar a competição aos que não podem estar no local.

O facto da FIA ter decidido passar a utilizar os S2000 penso ser uma excelente ideia. Os carros são tão ou mais espectaculares que os WRC, andam menos logo são mais seguros e colocam outras dificuldades aos pilotos.

São mais económicos – e aqui acho muito bem que todos tenham a mesma caixa de velocidades e os mesmos diferenciais – quando bem conduzidos estragam menos material e se pensarmos num plantel composto por oito equipas oficiais com dois carros cada, vislumbramos um verdadeiro paraíso competitivo.

E quem diz oito marcas diz mais; Citroën (DS Inside), Ford (Fiesta), Peugeot (207), Skoda (Fabia), VW (Polo), Proton (Satria), Suzuki (Swift), Renault (Clio), Fiat (Grande Punto), Honda (Civic) e outras. E aqui sim, aplicando um tecto orçamental para dois carros de 5 milhões de euros, tudo incluído, um calendário com 16 provas (das quais 6 de asfalto), logística das equipas paga pelo promotor da competição tal como sucede na F1, distribuição de dividendos das transmissões televisivas pelas equipas, duas marcas de pneus que repartiriam entre si o campeonato (8/8 com a inclusão de pelo menos 3 provas em asfalto) e classificativas em estrada feitas para a televisão, animariam de certeza o campeonato.

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