Volvo C30 1.6D Drive Summum – Juventude verde

IMG_5447Não estamos a chamar marcianos a ninguém nem sequer a defender o clube do Visconde de Alvalade, apenas situar o Volvo C30 Drive, versão ecológica destinada aos jovens que sublinha atributos de economia e baixas emissões.

Muito se disse sobre o C30 da Volvo, mas a verdade é que a estratégia de comercializar um carro de apenas 3 portas acabou por ter um sucesso relativo. O C30 é uma espécie de híbrido pois na essência é um familiar médio, com aspecto de coupé e espaço para apenas quatro passageiros. Podemos ainda acrescentar que a plataforma é a do Ford Focus e o motor diesel é de origem francesa, mais precisamente do grupo PSA Peugeot Citroën.

Ou seja, o Volvo C30 é um caso de paixão cuja compra é motivada exactamente pelo impulso. Infelizmente os tempos não estão para essas coisas e como a moda agora é a defesa do ambiente, este C30 Drive surge no momento oportuno.

Moda verde

O facto do C30 Drive emitir 115 gr/km é suficiente para custar, comparando versões idênticas como no caso da versão ensaiada (C30 Summum), menos 2500 euros. Com os incentivos ao abate poderá poupar bastante dinheiro. (Ver texto abaixo)

Dinâmica intacta

Construído sob uma base sólida e muito boa em termos dinâmicos, o C30 não perdeu nada em termos dinâmicos. O C30 continua a curvar de forma eficaz e segura e o conforto, apesar do rebaixamento do chassis, não foi minimamente prejudicado. Há algumas diferenças, nomeadamente, os pneus de baixo atrito perderem alguma aderência nas situações limite. A posição de condução é boa e a direcção está ligeiramente mais sensível.

Onde se notam diferenças é realmente no desempenho. Com o alongamento das relações de caixa a agilidade nas ultrapassagens e na retoma de aceleração ressentem-se em relação à versão idêntica sem os truques ecológicos.

Também é verdade que o motor perdeu algum do seu fulgor com estas alterações, mas mesmo assim o C30 Drive não é um carro lento. Necessitamos apenas de nos habituar a um maior tempo de reacção em certas ocasiões.

Quer isto dizer que pelos referidos 2500 euros, não fica de maneira nenhuma a perder em relação a um C30 normal, pois as diferenças de desempenho são perfeitamente razoáveis.

Qualidade e pouco equipamento

Se não for pelo desempenho, pelo preço também não há razões para não escolher este C30 Drive. A versão base fica-se por uns honestos 25.980 euros. E dizemos honestos, pois este é um carro Premium que se faz pagar por isso e pela qualidade que exibe.

O problema é que o equipamento de série nessa versão de base não é muito rico e temos de deitar mão à lista de acessórios. E para ter um C30 Drive como o deste ensaio terá de desembolsar mais de 34 mil euros. Fica com um equipamento rico e de fora apenas o sistema de navegação (2520 euros), o tecto de abrir (1185 euros) e os sensores de estacionamento (475 euros). Perante este novo olhar, mesmo que seja 2500 euros mais barato que a versão normal, o C30 fica um bocadinho caro. Ou seja, a tal compra racional é bem capaz de o afastar do Volvo C30 Drive pois a vida não está para Premium’s…

Mesmo assim, não seriamos justos se não lhe disséssemos que caso tenha argumentos para isso, o C30 Drive é uma boa compra. E sempre é capaz de gastar menos de seis litros de gasóleo aos 100 km (esqueça a média oficial que é impossível de cumprir) o que lhe confere uma autonomia próxima dos 900 quilómetros. É bom não é?

Diferenças Drive

Para conseguir baixos consumos e emissões reduzidas, a Volvo teve de realizar um punhado de alterações ao motor 1.6 litros turbodiesel de origem PSA. Contas feitas, são 10 por cento a menos no consumo médio. A fatia de leão na contribuição para esta cifra vem da reprogramação da gestão do motor. Vários parâmetros foram alterados e conseguiu-se assim uma maior agilidade e aproveitamento das potencialidades do motor.

Outra mexida surge no chassis – herdado do Ford Focus – que foi rebaixado em 10 mm. Também na aerodinâmica houve alterações: deflectores de ar à frente, difusor traseiro mais pronunciado, spoiler de tejadilho de grandes dimensões e a grelha parcialmente fechada.

Depois foi a caixa a sofrer alterações, com relações mais longas na 3ª, 4ª e 5ª velocidades e um novo óleo de transmissão. A direcção eléctrica foi optimizada e com os pneus Michelin de baixo atrito, consegue-se aquela redução nos consumos.

Características técnicas

Motor – 4 cil. 16V; 1560 c.c., “common rail” turbo; Potência (CV/rpm) – 109/4000; Binário (Nm/rpm) – 240/1750; Transmissão – Dianteira, caixa manual 5 vel.; Suspensão (fr./tr.) – Independente, McPherson/Independente multibraços; Travões (fr./tr.) Discos vent./Discos; Comp./Larg./Alt. (mm) – 4252/1797/1447; Dist. entre eixos (mm) – 2640; Capacidade da mala (lt) – 251; Peso (kg) – 1373; Velocidade Máxima (km/h) 190; Acel. 0-100 km/h (s) – 11,3; Consumo médio (l/100 km) – 4,5; Emissões CO2 (gr/km) – 115 (Categoria B)

Preço 25.980 Euros (Preço versão ensaiada 34.161 Euros)

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