Peugeot 308 CC 2.0 HDI Sport – Nudez artística

IMG_7769Não se enganou e está a ler o ensaio ao 308 CC, o coupé-cabriolet da Peugeot que permite rolar de cabelos ao vento com um estilo artístico e sedutor, seja de capota aberta, seja com ela fechada.

Todos se recordam da chuva de críticas que muitos proprietários do 307 CC lançaram sobre o modelo e nem a participação no Mundial de Ralis (ainda por cima saldada por um fracasso!) conseguiu melhorar a ideia formada sobre um carro pouco rígido, com alguns problemas de fiabilidade na capota rígida. Por isso é que lhe dizemos já que este 308 CC não tem nada a ver com o seu antecessor e revela que a Peugeot aprendeu com os erros, apresentando um 308 coupé-cabriolet de grande qualidade e sensualidade.

Abertura fácil e rápida

O primeiro sinal de que tudo está diferente para melhor reside na forma mais expedita de abrir e fechar a capota rígida. São 21 segundos para “despir” e 24 para “vestir”, tendo como único senão o facto de não permitirem estas operações em andamento.

Segundo sinal reside nos reforços estruturais colocados que permitiram anular muitas das vibrações que se sentiam anteriormente, sendo quase imperceptível o tradicional abanar da coluna de direcção quando rolamos de cabelos ao vento. Isto porque a rigidez aumentou 10 por cento em relação ao anterior modelo, as vias estão mais largas (10 e 8 mm, respectivamente à frente e atrás) e a suspensão surge mais suave, a terapia habitual para minimizar a falta de rigidez dos carros sem tejadilho.

Lá dentro vamos bem sentados e apesar de haver lugares marcados para quatro, com um pouco de jeito o quinto elemento consegue cumprir pequenas viagens. A forma do painel de instrumentos aumenta a sensação de espaço. A posição de condução é óptima e apenas a proximidade do pára-brisas devido à forte inclinação do mesmo nos deixa incomodados.

Na bagageira há 465 litros disponíveis para carga, mas desde que role de capota fechada, pois se quiser apanhar o fresco da brisa matinal, a capacidade desce para os 226 litros. Ainda assim, dois bons valores.

Muitos extras

Se olhar para as fotografias deste 308 CC, verá um tablier forrado a pele, bancos em pele com sistema de aquecimento da nuca “Airwave”e muitas outras coisas. Cuidado que de série, o 308 CC não tem nada disto! O revestimento integral em couro (bancos e painéis) custa 2335 euros, o “airwave” excelente para o Inverno custa 450 euros e os sensores de estacionamento para a frente e para trás custam mais 520 euros.

Apesar destes mais de 2 mil euros em extras, não se pode dizer que o 308 CC está mal equipado, pois as jantes de 17 polegadas, por exemplo, são de série (mesmo que quase se percam na imensidão de metal que as circunda…) o ar condicionado também e muitas outras pequenas coisas que completam uma lista bem fornecida.

Bom comportamento

Já dissemos que a rigidez está maior e que o 308 CC está agora mais seguro. Com a capota fechada, o chassis não sofre tanto e apesar do motor 2.0 HDI de 140 CV não ser um primor em termos de subida de rotação e sofrer um bocadinho para levar os quase 1600 quilos a velocidades respeitáveis, a verdade é que o Peugeot é um bom rolador e convence numa utilização em estrada ou auto-estrada. Pena que alguns ruídos parasitas sejam algo incomodativos.

Levado para um percurso mais sinuoso, o 308 CC dá conta do recado, embora com menos brilhantismo. Mesmo assim, fique tranquilo que nunca estará em situações de apuro, apesar da direcção não ter o “feeling” que seria necessário nestas condições. Travando bem e forte, com resistência à fadiga, o Peugeot 308 CC revela-se como um enorme avanço em relação ao anterior modelo.

Se já viu a ficha técnica e se assustou com o preço final (antes dos extras que esta unidade tinha) compreenda que este é um carro muito específico e que marca a diferença. E isso paga-se! Tudo isso é atenuado pelo baixo consumo de combustível do motor HDI com médias a rondar os sete litros. Que baixam bastante se optarmos por rolar de cabelos ao vento a saborear a maresia de uma qualquer marginal. O que recomendamos vivamente!

Características técnicas

Motor 4 cil. 16V; 1997 c.c.; “common rail” turbo

Potência (CV/rpm) 140/4000

Binário (Nm/rpm) 320/2000

Transmissão Dianteira, caixa manual 6 vel.

Suspensão (fr./tr.) Independente, McPherson/Eixo de torção

Travões (fr./tr.) Discos vent./Discos

Comp./Larg./Alt. (mm) 4440/1817/1426

Dist. entre eixos (mm) 2605

Capacidade da mala (lt) 226/465

Peso (kg) 1599

Velocidade Máxima (km/h) 208

Acel. 0-100 km/h (s) 10,8

Consumo médio (l/100 km) 5,9

Emissões CO2 (gr/km) 155 (Categoria C)

Preço 40.110 Euros

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