Pormenores do negócio que irá salvar (ou não) a Opel

24290A Magna International lidera um consórcio apoiado por capitais russos que deseja comprar 55 da Opel. Com este negócio, a Magna assumirá 20 por cento da Opel/Vauxhall, o banco russo Sberbank ficará com 35 por cento, a General Motors manterá 35 por cento do capital e 10 por cento ficarão nas mãos de executivos da Opel e nos concessionários da marca.

Com este acordo, o Governo alemão injectará 4,5 mil milhões de euros na forma de empréstimo com a ajuda dos diversos estados alemães onde existem fábricas da Opel. A Magna vai emprestar à Opel 300 milhões de euros no curto prazo e entre 500 e 700 milhões de euros a longo prazo. Ou seja, a marca alemã receberá um total de 6 mil milhões de euros. E nenhum deste dinheiro seguirá para a General Motor na América, pois foi acordado que a venda da Opel seria livre de encargos. O construtor russo GAZ será o parceiro industrial da Opel, sendo o objectivo da Magna conquistar 20 por cento do crescente mercado russo. Curiosamente o maior credor da GAZ é o Sberbank.

A Magna, para vencer a proposta da Fiat, aceitou a condição do Governo alemão mantendo todas as fábricas na Alemanha, apesar do esperado corte de 2600 postos de trabalho. As fábricas em Inglaterra e na Bélgica têm o futuro incerto e espera-se que os cortes no pessoal sejam superiores a 8 mil pessoas. Igualmente a equipa de gestão e a sede da empresa continuará na Alemanha.

No meio de tudo isto, surgiu a notícia de que, afinal, a Fiat não desistiu de comprar a Opel. Sérgio Marchionne, o todo-poderoso CEO do grupo de Turim afirmou isso mesmo, referindo que “o interesse é o mesmo, só que não depende apenas de nós.” Para o italiano, o acordo com a Magna “ainda não está, tecnicamente, fechado. Veremos o que vai acontecer…” Uma declaração feita pela Fiat anunciava a retirada do leilão em que se transformou a compra da Opel, mas manteve o interesse na compra. Para a Fiat, a Opel é crucial para o plano de crescimento do grupo e chegar ao número mágico de 5,5 milhões de veículos vendidos anualmente.

Como sucede habitualmente, o Governo italiano, na pessoa de Silvio Berlusconi já veio a terreiro defender a Fiat e anunciou que iria encetar contactos com a sua homologa Angela Merkl para apoiar nova proposta da Fiat para comprar a Opel. Alguns analistas acreditam que tudo isto não passam de pressões para a Magna aceitar todas as exigências do Governo alemão e passe do memorando de entendimento já assinado para um acordo definitivo até final de Julho concretizando a compra até Setembro.

Carl-Peter Forster, CEO da Opel escreveu que muita coisa está ainda por fazer, mas que se o acordo com a Magna for por diante, “o futuro da nova Opel/Vauxhall terá excelentes bases para crescer.” Palavras de um homem que não evitou os actuais problemas mas que será reconduzido pela Magna na liderança da Opel…

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