Mercesdes SLS AMG: reencarnar o espírito do 300 SL Gullwing

SLS 63 AMGAnunciado há algum tempo nas revistas e jornais da especialidade, o SLS AMG é um daqueles carros que felizmente nasceu dentro da Daimler evitando ser mais um nado-morto. Num cenário de crise, um carro destes cuja única função é homenagear um dos mais míticos carros de sempre, o Mercedes-Benz 300 SL Gullwing, ou asas de gaivota, convenhamos que não é das melhores coisas a fazer.

Porém, a marca da estrela decidiu das asas ao projecto dourando a pílula e amaciando o ego dos mais radicais com o anúncio de uma versão totalmente eléctrica denominada SLS eDrive. Variante que será exactamente igual, mas com motores eléctricos em cada roda, uma caixa de velocidades em cada roda, tudo gerido de forma totalmente electrónica. Contas feitas, serão 525 CV e um binário de 880 Nm que se traduzem, para já, em 200 km/h de velocidade máxima e 4,0 segundos dos 0-100 km/h. Quanto à autonomia será de 180 quilómetros com tempos de recarga de oito horas. Mas como o carro só será lançado – acreditamos que o será a menos que a crise passe rapidamente e o SLS eDrive passe a protótipo de boas intenções – no final de 2014 todas estas cifras poderão conhecer alterações.

SLS 63 AMGQuanto ao “novo” Gullwing” possui um estilo muito, mas mesmo muito inspirado no carro original, mas a dar para o maior e decididamente não tão belo como o primeiro. Aliás, se esperava um carro futurista e afilado como o SLR, esqueça. A imponência acaba por lhe dar a beleza própria dos superdesportivos desenhados e pensados em alemão, bem diferente dos italianos muito mais emotivos e, porque não dizê-lo, sexys…

Assim, além das asas de gaivota, perdão, das portas de abertura vertical, o SLS tem um interior desportivo/luxuoso onde não há concessões ao conforto. O resto já era conhecido: um chassis “space frame” em alumínio (e não em carbono que fica sempre um bocadinho mais barato) que alberga suspensões de duplo triângulo independentes, travões de cerâmica e uma caixa de sete velocidades semi-automática com dupla embraiagem montada no eixo traseiro.

Será ela a responsável por fazer chegar às rodas traseiras os 571 CV e os 650 Nm de binário do V8 de 6,3 litros desenvolvido pela AMG. Não é o mais potente dos motores do estábulo da AMG, mas pelo menos permite que a Mercedes anuncie consumos de 13,2 litros aos 100 km, em média. Quanto ao CO2… nem uma palavra.

Assim sendo, o SLS cumpre a aceleração dos 0-100 km/h em 3,8 segundos e uma velocidade máxima de 317 km/h limitada electronicamente. Vá lá, pelo menos não está limitado aos 250 km/h… Cá em Portugal estará á venda em 2010 e vai custar nada menos de 190 mil euros… ou um pouco mais, pois com os ajustes fiscais é capaz da coisa ficar para lá dos 200 mil euros. Para 2011 a Mercedes já anunciou o lançamento da versão Roadster que, como o original terá portas “normais”.

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