Renault Megane Sport Tourer 1.5 dCi 110CV – Convincente

IMG_0909Prometido é devido e depois de termos apresentado no CAR BLOG a carrinha do novo Megane, aqui está o ensaio a um automóvel que convence deitando mão ao que de bom o anterior modelo possuía, melhorando muito aquilo que mais era criticado. O Megane Sport Tourer é um passo em frente da Renault no mais competitivo segmento do mercado.

A inversão no estilo experimentada pela terceira geração do Mégane foi feliz e na versão carrinha temos de confessar que é verdadeiramente feliz. Provavelmente estará a olhar para as fotos e a dizer que com as rodas pequenas e os apêndices aerodinâmicos a coisa não é assim tão bem conseguida. Olhe que não… O Megane Sport Tourer é um carro muito agradável e de entre os vários acessórios disponíveis recomendamos vivamente as jantes de maiores dimensões que ajudam a dar um ar ainda mais musculado.

Apesar de manter o pragmatismo de antes, a verdade é que a carrinha Megane afastou-se do conceito puro e duro de carrinha para se aproximar mais de um híbrido que mistura as capacidades familiares com um acento desportivo.

Acento esse dado pelo estilo musculado que já referimos, pelo comportamento apesar de continuar a usar um eixo semi-rígido contra os sistemas independentes de alguns rivais e por um ou outro pormenor menos evidente. O primeiro deles está no nome: Mégane Sport Tourer.

Depois, encontramos diferenças na capacidade da mala – agora com 491 litros, menos 20 litros que o anterior modelo – no arranjo interior, com um painel de instrumentos arrojado que mistura digital com analógico, na posição de condução e no conforto.

Neste último aspecto fiquem tranquilos, pois o Megane não deixou de ser um dos mais confortáveis carros do segmento. Está só um bocadinho mais duro que o habitual.

20441_HD_REN2009_Meganetomtom_9E83BDB7Forma e função e mais qualidade

Muitas vezes a forma não cede à função, mas no caso do Megane Sport Tourer o estilo forte e musculado não impede que possamos transportar a tralha da família e até elementos mais compridos, graças ao rebatimento do banco traseiro na tradicional proporção 60/40. E convenhamos que os quase 500 litros de bagageira são mais que suficientes, pois se quiser mais terá de optar por um furgão…

Espaço para cinco pessoas também não falta e a única crítica a fazer a este estilo, quase nos atrevemos a dizer, radical é a falta de visibilidade para trás. A linha de cintura muito elevada obriga a “fechar” muito o último terço da parte lateral, pelo que recomendamos vivamente que gaste uns euros a comprar os sensores de estacionamento. Verá que fica mais barato que passar a vida a reparar a carroçaria…

Claro avanço deste Megane Sport Tourer é na qualidade. O interior está muito mais bem construído agora que anteriormente e não há, praticamente, falhas na montagem. A posição de condução também melhorou e com a multiplicidade de ajustes de volante e banco, é fácil ficar confortável e com tudo à mão, sentados em frente do volante. A mistura analógica/digital é do mais belo efeito, mas a Renault podia ter oferecido uma regulação da luminosidade do elemento central à parte, pois é demasiado brilhante à noite. Tudo o resto está muito bem arrumado e, sobretudo, com gosto. Ah! e já temos direito a travão de mão eléctrico.

Coisa que também não falta dentro do Megane Sport Tourer são espaços de arrumação, embora as bolsas das portas tenham parecido ser pequenas.

Os níveis de equipamento receberam também um reforço, mas para ter uma Megane Sport Tourer idêntica à das imagens, terá de abrir um pouco os cordões à bolsa. Os bancos em pele custa 1000 euros, o sistema de acesso mão livres com cartão fica-se pelos 300 euros, o travão de mão automático é seu por 200 euros, para o rádio com bluetooth terá de gastar 600 euros e para o sistema de navegação TomTom, 490 euros. Os referidos sensores de estacionamento trazem agarrados a monitorização da pressão dos pneus pelo que custam 500 euros. E como sempre, a pintura metalizada é paga à parte: 390 euros.

Deverá ainda acrescentar o suplemento para o ar condicionado automático (300 euros) e mais 900 euros para ter os plásticos no párachoques dianteiro e traseiro e nas embaladeiras.

Contas feitas, este Megane SportTourer Dynamique 1.5 dCi custa 30.630 euros. E sem as jantes de 17 polegadas, que custam mais 290 euros.

Forte dinâmica

Apesar de utilizar uma suspensão de eixo semi-rígido atrás, a verdade é que o equilíbrio geral do Megane Sport Tourer é muito bom e isso verifica-se quando andamos em estradas com curvas de apoio ou então em áreas mais sinuosas. Apesar do ESP de série – e um bocadinho castrador – a verdade é que é preciso muito abuso para o fazer trabalhar. Um bom sinal para um automóvel que se quer necessariamente familiar.

Não sendo um motor carregado de potência e binário (apesar dos 5 CV extra desta nova versão), a verdade é quem o bloco que equipa este Megane Sport Tourer acaba por ser agradável. Não dá para “picanços” mas não fica mal na comparação com modelos com maior cilindrada. Os 110 CV são suficientes para velocidades de cruzeiro razoáveis (e bem acima do limite legal…) mas com uma enorme vantagem: o consumo. Este bloco de 1.5 litros é um verdadeiro pisco e mesmo abusando dele sem dó nem piedade as cifras de consumo passam dos 7,5 litros. Mesmo um Algarve-Lisboa feito com o “cruise-control” fixo nos 150 km/h desafinou o Megane Sport Tourer que, contas feitas, gastou 7 litros por cada 100 quilómetros.

Se formos “jeitosinhos” com o acelerador e fizermos as passagens da bem escalonada caixa de 6 velocidades quando nos é indicado (através de um avisador colocado dentro do conta rotações) então conseguimos um verdadeiro milagre que foi gastar apenas 5,9 litros por cada 100 km.

Fomos tão jeitosos que a autonomia deste Megane Sport Tourer chegou aos 870 quilómetros, um percurso com 350 quilómetros de autoestrada, otro tanto em estrada e o restante em cidade. Já fez as contas? É verdade, uma média de 6,8 litros. Ou seja, pode fazer um Lisboa-Algarve e regresso com apenas um depósito!

Características técnicas

Motor – 4 cil. 16V; 1461 c.c.; “common rail” c/turbo de geometria variável e intercooler; Potência (CV/rpm) – 110/4000; Binário (Nm/rpm) – 240/1750; Transmissão – Dianteira, caixa manual 6 vel.; Suspensão (fr./tr.) – Independente, McPherson/Eixo semi-rígido; Travões (fr./tr.) – Discos vent./Tambores; Comp./Larg./Alt. (mm) – 4559/1804/1468; Dist. entre eixos (mm) – 2701; Capacidade da mala (lt) – 491; Peso (kg) – 1320; Velocidade Máxima (km/h) – 190; Acel. 0-100 km/h (s) – 10,8; Consumo médio (l/100 km) – 4,8; Emissões CO2 (gr/km) – 126 (Categoria B); Preço – 25.950 Euros

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