Toyota IQ Square 1.4 D4D – Grande inteligência

lowres_IQ_DPL_EXT_06O Smart For Two passa a ter um forte rival que além de ser mais bem construído, tem mais motor, mais espaço, melhor comportamento e uma agilidade surpreendente, perdendo apenas na impossibilidade de estacionar na perpendicular.

A pergunta de 1 milhão de euros é: o Toyota IQ é melhor que o Smart For Two? É e por larga margem, mas isso não quer dizer que o inteligente citadino da marca japonesa não tenha os seus “gremlins” e fraquezas.

Uma delas pode ser já avançada: o Toyota a gasóleo é muito caro com um valor acima dos 17 mil euros. Assim de repente lembramo-nos de uma mão cheia de carros maiores, mais espaçosos e com mais bagageira que são mais baratos. Claro está que se gostar muito do IQ pode optar pela versão a gasolina que é sensivelmente mais barata, mas nada menos e gasta ligeiramente mais.

É muito giro

O IQ destaca-se pelo seu estilo ladino, compacto com uma frente “enorme” e uma largura XXL. Se olhar para a ficha técnica verá que o Toyota é bem maior que um Smart (são mais 29 cm), mais largo (13 cm) mas mais baixo (4 cm). O IQ é agradável à vista e seduz quem olha para ele. Pode ser um bocadinho “achinesado”, ou parecido com o Cocas como disse a minha sobrinha, mas a verdade é que o IQ está bem desenhado e fica muito bem no ambiente urbano.

Depois é um caso sério em termos de espaço. Com menos de 3 metros, o IQ tem uma distância entre eixos de 2 metros. Ou seja, as rodas estão mesmo nos cantos do carro e o motor está arrumado de forma a não prejudicar o arranjo interior.

lowres_IQ_PMS_INT_01_08Lá dentro temos direito a mais um tablier absolutamente futurista, com formas rectas que traçam triângulos. Exemplo disso mesmo a consola central – que nas fotos exibe um sistema de navegação que a unidade que ensaiámos não tinha – e o painel de instrumentos. E aqui temos de referir uma incongruência nossa: gostamos muito do aspecto, mas a leitura é pouco mais que péssima e o ecrã do computador de bordo só acessível através de um minúsculo botão colocado por baixo é fraquinho. E já agora, o rádio comandado apenas por um comando no volante também não é lá grande coisa. Fica palavra positiva para o volante que ajuda a compor uma posição de condução “à lá Toyota”, ou seja, banco alto e volante baixo.

Voltando ao espaço interior, dizer que o IQ em uma lotação de 3+1. O que quer isto dizer? Devido à forma do tablier no lado do pendura, o banco da frente pode ser avançado para libertar espaço para o ocupante do banco traseiro tenha espaço para arrumar as pernas. Atrás do condutor, apenas poderá sentar-se uma criança e desde que o condutor não utilize toda a calha do banco, pois se isso suceder não há espaço para colocar as pernas. Mesmo assim é melhor que um Smart…

O revés da medalha está na bagageira, pois com os quatro bancos activos, fica com risíveis 32 litros. Claro está que retirando o encosto de cabeça (obrigatório) pode rebater o banco atrás do condutor e fica com muito mais espaço. Se ficar com uma configuração “à la Smart”, ou seja, apenas com dois bancos, o espaço para a bagageira cresce para uns razoáveis 242 litros. Ou seja, versatilidade é coisa que não falta dentro do IQ.

E já agora dizer que este será um dos carros melhor equipados em termos de segurança: existem airbags frontais, laterais, de cortina e de joelhos, além de outro airbag junto do vidro traseiro para proteger os ocupantes do banco traseiro. Impressionante!

Motor vivo, óptimo comportamento

Para motorizar o IQ, a Toyota escolheu um motor a gasolina e outro a gasóleo, aquele que ensaiámos e que já é conhecido de outras gamas do construtor japonês. Com 90 CV, dá uma enorme alma ao IQ, permitindo um desempenho assinalável (ver ficha técnica). Outra boa notícia é a utilização de uma caixa de seis velocidades, bem escalonada e rápida o suficiente.

Problemas estão no ruído que chega em grandes quantidades ao interior e no facto dos consumos estarem um bocadinho acima do esperado, pois nunca conseguimos menos de 6,2 litros quando a marca anuncia 4 litros por cada 100 km. Ainda assim, um bom resultado, com emissões controladas de 105 gr/km de CO2.

No que toca ao comportamento, duas notas muito importantes: um diâmetro de viragem incrivelmente pequeno (apenas 7,8 metros, quase um metro menos que o Smart, mais pequeno 29 cm!) e uma capacidade em curva inesperada. O sistema de rodas independentes à frente e eixo de torção atrás resulta muito bem e o IQ curva de uma forma inesperadamente eficaz. A travagem merece crítica, pois o sistema de discos e tambores revelou-se pouco eficaz para um carro com mais de 1 tonelada e capaz de andar depressa.

Características técnicas

Motor – 4 cil. 8V; 1364 c.c.; “common rail” c/turbo; Potência (CV/rpm) – 90/3400; Binário (Nm/rpm) – 190/2000; Transmissão – Dianteira, caixa manual 6 vel.; Suspensão (fr./tr.) – Independente, McPherson/Eixo de torção; Travões (fr./tr.) – Discos/Tambores; Comp./Larg./Alt. (mm) – 2980/1680/1500; Dist. entre eixos (mm) – 2000; Capacidade da mala (lt) – 32/242; Peso (kg) – 1010; Velocidade Máxima (km/h) – 170; Acel. 0-100 km/h (s) – 11,8; Consumo médio (l/100 km) – 4,0; Emissões CO2 (gr/km) – 105 (Categoria B); Preço – 17.020 Euros

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